God of War Laufey coloca Faye no centro da franquia em novo capítulo para PS5

Publicado: junho 8, 2026 Última atualização: junho 8, 2026 Por Thommas Van Peta

A Sony guardou o melhor para o final no State of Play de 2 de junho. A Santa Monica Studio revelou God of War Laufey, o primeiro título principal da série desde Ragnarök e, na nossa perspetiva, aquele que finalmente tira Kratos do centro do ecrã. Desta vez, quem comanda é Faye, a esposa do deus da guerra e mãe de Atreus, numa história que se passa inteiramente no além-vida dos deuses.

O trailer de gameplay estendido mostra Faye a acordar depois da cremação do corpo, cena familiar para quem jogou o título de 2018, mas agora contada pelo seu lado. Ela luta para sair do pós-vida e voltar para junto da família, numa jornada que assume a mecânica de God of War mas muda a perspetiva emocional. O projeto é exclusivo para PS5 e ainda não tem data de lançamento, o que sugere que o jogo atravessa uma fase relativamente inicial de desenvolvimento.

Consideramos que substituir Kratos não é decisão trivial. Ele foi a face da franquia durante duas gerações; colocar Faye no protagonismo exige que o estúdio justifique mecanicamente porque ela carrega um jogo completo. O trailer sugere que a equipa aceitou o desafio. O combate mantém o peso habitual, mas introduz uma fluidez diferente, apoiada nos poderes de giganta que a série apenas insinuou no passado. A ambientação no além-vida abre espaço para inimigos e cenários que não seriam possíveis na Midgard terrena.

A revelação chega numa altura em que a Sony reforça o investimento em propriedades exclusivas, depois de ter registado recentemente a marca Break In e preparado o evento de junho com Wolverine como isco mediático. Não se trata aqui de um projeto secundário ou de uma experiência em 2D, como alguns rumores apontavam em 2025. Santa Monica posiciona Laufey como uma entrada principal, com ambição técnica e narrativa à altura dos antecessores.

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Nas redes sociais, a reação partiu-se entre o entusiasmo pelo visual e o receio natural face à ausência de Kratos. Essa cautela é compreensível, mas ignora que o arco do deus espartano e do filho chegou a um fecho lógico em Ragnarök. Forçar um regresso imediato arriscava esgotar a personagem. Faye oferece terreno fresco. A sua viagem pelo além-vida permite explorar a mitologia nórdica sem as limitações dos eventos terrenos já explorados, ao mesmo tempo que questiona o papel dela enquanto mãe, guerreira e divindade num universo que a tentou manter em segundo plano.

Na nossa análise, a aposta é arriscada. Se a Santa Monica Studio conseguir manter a identidade brutal da franquia enquanto constrói uma voz própria para Faye, God of War Laufey poderá ser o ponto de viragem mais significativo para a PlayStation desde o reboot de 2018. Se falhar, a Sony terá confirmado o receio dos fãs: que a série não sobrevive sem Kratos. O estúdio tem tempo para provar o contrário. O primeiro passo já foi dado.

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